Esporte
Cruzeiro é apático no primeiro tempo, custa a reagir e cai diante do Flamengo na Liberta
Time celeste pagou preço por primeiro tempo bem abaixo
O sonho do tricampeonato da Copa Libertadores 2026 terá que ser adiado pelo Cruzeiro. O time celeste foi eliminado do torneio na noite desta quarta-feira (19), após derrota por 2 a 1 para o Flamengo no Maracanã, pela volta das oitavas de final — na ida, empate por 1 a 1 no Mineirão.
A Raposa pagou caro pelo primeiro tempo simplesmente apático. Não competiu, não subiu linhas, não foi agressiva na marcação e menos ainda com a bola nos pés. Aceitou demais a pressão adversária. Com isso, resta, agora, ao time celeste, voltar suas forças para o Campeonato Brasileiro e para a Copa do Brasil.
O primeiro tempo do Cruzeiro foi simplesmente irreconhecível. O Flamengo ativou o ‘modo abafa’ e, empurrado por um Maracanã lotado, tendo inclusive o maior público da temporada – 72.481 – o time prensou a Raposa no campo de defesa. Investiu em jogadas de velocidade pelos lados do campo e também pelo meio, com Jorginho sempre chegando à frente e coordenando as ações.
Lucas Romero, do Cruzeiro, em jogo com o Flamengo pela Libertadores
O time do Cruzeiro estava nervoso em campo. Errava passes básicos na saída de bola, fornecendo chegadas perigosas aos donos da casa – que só não abriram o placar nos primeiros minutos porque Otávio, de contrato recém-renovado com o time estrelado, apareceu bem com defesas importantes. Os diversos erros, somados à forte marcação-pressão do Flamengo, impediam a Raposa de ao menos chegar perto da área de Rossi.
Outro fator que complicou a vida da Raposa foi a noite abaixo tecnicamente de praticamente todo o time celeste. Principalmente no meio de campo, Gerson e Matheus Pereira estavam apagados, errando passes e decisões, além de uma lentidão na tomada de decisões que o jogo não permitia. Gerson, inclusive, tido como uma das grandes contratações da temporada, acabou vaiado no Maracanã.
O espaçamento entre os jogadores estrelados, em todos os setores do campo, somado à falta de combatividade nas disputas de bola, foi outro fator que prejudicou a Raposa tanto ofensivamente quanto na marcação. Os buracos deixados se tornaram um prato cheio para o Flamengo trocar passes rápidos, tanto pelas laterais quanto pelo centro. Foi aí, inclusive, que nasceram os gols da classificação rubro-negra.
Nos dois tentos – de Arrascaeta aos 34 minutos da etapa inicial e de Samuel Lino aos 16 do segundo tempo -, Pedro, que não foi titular na primeira partida, entrou desde os minutos iniciais no jogo do Maracanã e teve total liberdade para dar um leve toque e deixar os dois companheiros cara a cara com Otávio, que nada pôde fazer nestes lances.
Nova postura na etapa final é insuficiente
A postura do Cruzeiro mudou na etapa final, com o time subindo mais suas linhas de marcação e incomodando a saída de bola do Flamengo. Quando o Cruzeiro ensaiava melhorar em campo, um lance polêmico.
Aos dois minutos da segunda etapa, William recebeu pela direita e cruzou. A bola desviou no marcador, encobriu Rossi, mas Jorginho afastou de carrinho, sobre a linha. Jogadores do Cruzeiro reclamaram pedindo gol. O árbitro, após revisão do VAR, confirmou que a bola não entrou, no lance mais polêmico do jogo.
A insistência do Cruzeiro, porém, deu resultado. Aos cinco minutos, com Lucas Romero, suspenso no jogo de ida, acertou uma bomba de fora da área, no canto direito de Rossi. Fazendo simplesmente algo que o time estrelado não havia feito na etapa inicial: finalizar.
As jogadas de velocidade, inexistentes na primeira metade do jogo, começaram a surgir, com Kaio Jorge quase marcando na etapa final. Mas o segundo tento flamenguista foi um balde de água fria para Raposa. O Cruzeiro sentiu o gol, que também incendiou novamente o Maracanã e tranquilizou mais o Flamengo, que administrava o placar.
Diante desse cenário, o técnico Artur Jorge também demorou a mexer na equipe. A tentativa de dar gás ofensivo ao time, com as entradas de Lucho Rodríguez e João Costa, foi insuficiente para provocar qualquer desequilíbrio na defesa flamenguista. O último suspiro nos minutos finais foi insuficiente para o Cruzeiro reverter uma eliminação que, principalmente pelo primeiro tempo da equipe, foi merecida.
Por Redação










