Esporte
Vaga á semifinal na Copa do Brasil fica em aberto, para Arena MRV
Após um primeiro tempo fraco, clássico pegou fogo no segundo tempo, com direito a belos gols
Em clássico intenso, marcado por muita rivalidade, disputa acirrada e belos gols, Cruzeiro e Atlético ficaram no empate em 1 a 1 no Mineirão, nesta terça-feira (25/8), no duelo de ida das quartas de final da Copa do Brasil.
As emoções ficaram principalmente para o segundo tempo, com os gols de Arroyo, para a Raposa, e Renan Lodi para o Galo. Com o resultado, a disputa pela vaga às semifinais da competição segue totalmente em aberto. O duelo de volta será disputado na próxima terça (1º/9), na Arena MRV.
Matheus Pereira é derrubado por Maycon durante disputa pela bola no Mineirão
O JOGO
Na primeira etapa, o jogo foi intenso, mas muito truncado, com muitas divididas e faltas (23). Os jogadores pareciam se preocupar mais em ‘simular’ agressões do que praticar futebol. E o árbitro Flávio Rodrigues de Souza era conivente.
Como já havia feito no clássico do Brasileirão (vitória por 2×0), Eduardo Domínguez, técnico do Atlético, tentou retirar do Cruzeiro uma de suas armas: o apoio dos extremos. Por isso, optou por Alan Franco fazer a lateral pela direita. E nem mesmo a entrada do jovem Vitão, após lesão de Ruan Tressoldi, alterou os planos.
No meio-campo, Castaño e Fred foram escolhidos como titulares do Atlético, mas o novo camisa 7 alvinegro tinha marcação de perto de Lucas Romero. Do lado celeste, a bola tinha que passar por Gerson e Matheus Pereira, responsáveis pelas melhores tentativas da equipe.
Os (raros) melhores momentos das equipes na etapa vieram em chutes de fora (Wesley, pelo Cruzeiro, e Cuello, pelo Atlético), ou em lance de bola parada, como em cobranças de escanteio.
BELOS GOLS
A etapa final parecia repetir o mesmo enredo do começo da confronto. Mas, aos poucos, o cenário foi se alterando. E muito pelo fato de o Cruzeiro ter conseguido colocar em prática o estilo Artur Jorge.
Com maior posse de bola e transações rápidas, o Cruzeiro cresceu de produção e passou a pressionar o Atlético em sua defesa. Mas o artilheiro Kaio Jorge seguia muito ‘isolado’. Desta forma, o placar seria aberto em uma pintura. Mais uma de Arroyo.
O atacante equatoriano, que já havia marcado golaços diante do Flamengo, tanto nos duelos do Cruzeiro pela Libertadores quanto do Brasileirão, repetiu a dose, em chute de fora, de curva, que Everson não conseguiu alcançar.
A torcida celeste ainda fazia a festa no Mineirão quando o Atlético chegou ao empate nove minutos depois, apoiado em seu setor mais forte, o lado esquerdo: Cuello teve grande visão de jogo, lançou para Renan Lodi, que, quase sem ângulo, encontrou um ângulo improvável para vencer o goleiro Otávio e balançar as redes.
Os dois treinadores buscaram modificar o quadro, promovendo alterações. O Cruzeiro ainda teve algumas oportunidades, mas falhava nas finalizações ou esbarrava em Everson. Desta forma, o empate prevaleceu até o apito final.
Por Edmar Rocha










